sábado, 24 de dezembro de 2011

Pinguins reabilitados no ES

Os animais estavam hospedados em um centro de atendimento provisório próximo ao Farol de Santa Luzia, em Vila Velha, na Grande Vitória, sob os cuidados de profissionais do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram). Para viajar até São Paulo de avião, os pinguins tiveram que superar a hipotermia, a desnutrição, problemas respiratórios e pododermatites (lesões nos pés).

Graves falhas em suas penas impediam a boa impermeabilização e havia o risco de morrerem de frio em alto mar. Por isso, não puderam ser soltos em Anchieta durante o mês de outubro, junto com outras 22 aves, quando uma equipe de técnicos do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e do Ipram realizou o primeiro processo de soltura desta espécie no Espírito Santo.



Encalhe de pinguins vai acontecer todos os anos, diz bióloga
Segundo a bióloga Renata Bhering, diretora executiva do Ipram, o encalhe dos pinguins não é mais algo imprevisível. Estudos apontam que as aves estarão por aqui todos os anos. Outro fato preocupante é que a população de pinguins está em declínio, quase ameaçada de extinção.

O Ipram, que funciona sem fins lucrativos, recebeu 50 pinguins neste ano. Em 2010, foram 192, no período de julho a novembro. Segundo o presidente do instituto, 2011 foi o ano com maior porcentagem de reabilitação. "Tivemos mais de 50% de reabilitação, bem mais que os anos anteriores. Vimos que, mesmo com pouca estrutura, é possível fazer um bom trabalho e ter sucesso", conta o veterinário e presidente do Ipram, Luís Felipe Mayorga.

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